A LUTA
CARMEM DOLORES
Carmem Dolores nascida em São Paulo, no dia 11 de março 1852, e faleceu 16 de agosto de 1910, é mais uma grande escritora do nosso país e que ninguém mais houve falar, vamos começar falando sobre quem é ela.
Carmem Dolores, na verdade esse era o seu pseudônimo, seu nomes mesmo era Emília Moncorvo de Melo, ela escreveu crônicas, romances, contos e e publicava continuamente artigos pra jornais do Rio de janeiro, mas apesar de tudo isso ela não é estudada nas escolas e não tem grande divulgação dos seus trabalhos, e muita gente nunca ouviu falar dela, porque isso acontece?
A história no mundo todo ela é contada por alguém, e esse alguém na grande maioria do mundo sempre foi contada por homens, pelo motivo que acho que nós todos já sabemos, que é o fato das mulheres serem privadas de irem as escolas, faculdades, privadas de participar reuniões, até andarem sozinhas nas ruas, privadas de várias coisas importantes durante séculos, e no meio literário não foi diferente, a história da literatura, os críticos literários sempre foram homens isso faz com que eles tivessem olhos apenas para a produção masculina e com isso as escritoras foram deixadas de lado e foram tendo suas obras esquecidas.
Temos a imagem de que mulheres não produziam, sim elas produziam e produziam muito, mas com muito mais dificuldades e mesmo as que produziram muito em vida foram deixadas para traz por vários motivos, mas que graças a vários pesquisadores que estão se debruçando sobre essas mulheres recolhendo documentos e informações, algumas não tem quase nada de informações, estão recuperando essas obras e trazem essas mulheres novamente aos holofotes e mostrando a importância dessas autoras brasileiras e a importância de cada obra.
Carmem Dolores se casa com aos 15 anos com Jeronymo Bandeira
de Melo, ele se formou na faculdade de direito e exerceu vários cargos
importantes e a família tinha uma vida abastada, com empregados e viagens, mas
após a morte do marido Carmem, aos 34 anos e com 6 filhos sobre algumas perdas
financeiras e o principal responsável por essa perda vem do banco do Brasil,
existe uma crônica escrita por ela que fala sobre essa perda.
“Em esfera superior, não se tratando do depósito de
pequenas quantias, mas sim de grandes capitais, o Banco da Repubblica do brasil
fez perfeitamente o mesmo – posso dize-lo de cadeira, eu, que lá deixei parte
de minha fortuna – e ei-lo, contudo, sob em nome levemente alterado,
representando agora um banco forte e servindo de estio aos banquinhos, sem que,
aliás me tenha pago o que me tirou. Fez um rateio amável, após seis longo ano
de silencio sem um dividendo, entregou uma migalha a cada acionista e pronto! Abriu
novo voo para as esferas atuais de grande importância e grande capital...Ora!
Aí temos como se fazem os bancos fortes. O do Brasil tem hoje em fundo prospero
de fazer medo: eu,eu...estou aqui escrevendo estas verdades inúteis e um tanto
ridículas...”
A fim de sustentar a família ela começa a escrever crônica,
criticas literárias e outros artigos no jornal O paiz, com o pseudônimo de Júlio
de Castro, para uma coluna em francês ela escrevia como Celia Marcia, sob o
pseudônimo Leonel Sampaio ela escreveu também para os jornais do Maranhão,
Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro e também escreveu como Mario Villar ela
escreveu dois contos curtos, mas o pseudônimo mais conhecido foi Carmem
Dolores.
Carmem Dolores escreve sua última coluna no jornal o pai, dois dias antes de sua morte, algumas pessoas dizem que ela morreu de exaustão, devido a sua grande produção literaruia.
Ela e Julia Lopes de almeida eram amigas e após seu falecimento Julia escreve uma crônica dedicada a Carmem Dolores.
Sobre o enredo
A luta foi publicada postumamente em 1911, e se trata do conflito de uma das personagens que é Celina, filha de uma suposta viúva. D. Adozinda, porque no livro há um mistério sobre essa viuvez, que pode ser que ela seja divorciada, o que era um tabu na época, ela é dona de uma pensão onde vivem muitos homens solteiros o que também não e bem visto pela sociedade.
Além
disso D. Adozinda é uma mulher sedutora e sensual, Celina tem duas irmãs Olga e
Julieta, que são descritas como duas coquetes. Alfredo, um estudante vai passar
uns dias com a mãe na pensão, se apaixona por Celina, mas a mãe D. Margarida uma
beata, é contra o casamento, mas mesmo assim acaba cedendo ao desejo do filho e
o casamento acontece, mas o casamento torna uma decepção, logo no primeiro dia
de casamento na descrição da lua de mel dos dois, Alfredo se mostra se mostrar
um homem sem opinião, dominado pela mãe,
Celina se vê presa nesse casamento, sem luxos, presa dentro de uma casa
triste e tendo que cuidar dos filhos e sem amor, e tudo piora quando surge
Gilberto um ex - namorado de Celina que agora está rico e começa a flertar com
sua irmã Olga.
A luta mostra a luta interna de cada personagem, Alfredo que precisa reconquistar sua esposa, D. Margarida que tem que ceder para não perder o filho, Celina que tem uma decisão pra tomar entre ser casada e ser livre, D. Adozinda que vê nas filhas uma maneira de se sustentar. A principal luta mostrada no livro é o confronto entre D. Adozinda e D. Margarida, que representando o embate entre a mudança e a tradição, dois núcleos familiares que representam valores, princípios e expectativas, vistos como opostos.
E esse embate se dá entre duas mulheres, maduras
com interesses distintos e o poder de decisão, a decisão está nas mãos das
mulheres, são elas que precisam escolher qual caminho seguir, o novo ou o
velho.
O livro também fala sobre o poder de escolha que as mulheres
tinham a época, muitas não tinham como escolher pois não tinham estudo e nem
oportunidades para poder sair daquele lugar, as oportunidades eram poucas e as
criticas eram muitas.
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