segunda-feira, 19 de agosto de 2024

A LUTA/ CARMEM DOLORES

 A LUTA

CARMEM DOLORES



Carmem Dolores nascida em São Paulo, no dia 11 de março 1852, e faleceu 16 de agosto de 1910,  é mais uma grande escritora do nosso país e que ninguém mais houve falar, vamos começar falando sobre quem é ela. 

Carmem Dolores, na verdade esse era o seu pseudônimo, seu nomes mesmo era Emília Moncorvo de Melo, ela escreveu crônicas, romances, contos e  e publicava continuamente artigos pra jornais do Rio de janeiro, mas apesar de tudo isso ela não é estudada nas escolas e não tem grande divulgação dos seus trabalhos, e muita gente nunca ouviu falar dela, porque isso acontece?

 A história no mundo todo ela é contada por alguém, e esse alguém na grande maioria do mundo sempre foi contada por homens, pelo motivo que acho que nós todos já sabemos, que é o fato das mulheres serem privadas de irem as escolas, faculdades, privadas de participar reuniões, até andarem sozinhas nas ruas, privadas de várias coisas importantes durante séculos, e no meio literário não foi diferente, a história da literatura, os críticos literários sempre foram homens isso faz com que eles tivessem olhos apenas para a produção masculina e com isso as escritoras foram deixadas de lado e foram tendo suas obras esquecidas. 

Temos a imagem de que mulheres não produziam, sim elas produziam e produziam muito, mas com muito mais dificuldades e mesmo as que produziram muito em vida foram deixadas para traz por vários motivos,  mas que graças a vários pesquisadores que estão se debruçando sobre essas mulheres recolhendo documentos e informações, algumas não tem quase nada de informações, estão recuperando essas obras e trazem essas mulheres novamente aos holofotes e  mostrando a importância dessas autoras brasileiras e a importância de cada obra.

 

Carmem Dolores se casa com aos 15 anos com Jeronymo Bandeira de Melo, ele se formou na faculdade de direito e exerceu vários cargos importantes e a família tinha uma vida abastada, com empregados e viagens, mas após a morte do marido Carmem, aos 34 anos e com 6 filhos sobre algumas perdas financeiras e o principal responsável por essa perda vem do banco do Brasil, existe uma crônica escrita por ela que fala sobre essa perda.

“Em esfera superior, não se tratando do depósito de pequenas quantias, mas sim de grandes capitais, o Banco da Repubblica do brasil fez perfeitamente o mesmo – posso dize-lo de cadeira, eu, que lá deixei parte de minha fortuna – e ei-lo, contudo, sob em nome levemente alterado, representando agora um banco forte e servindo de estio aos banquinhos, sem que, aliás me tenha pago o que me tirou. Fez um rateio amável, após seis longo ano de silencio sem um dividendo, entregou uma migalha a cada acionista e pronto! Abriu novo voo para as esferas atuais de grande importância e grande capital...Ora! Aí temos como se fazem os bancos fortes. O do Brasil tem hoje em fundo prospero de fazer medo: eu,eu...estou aqui escrevendo estas verdades inúteis e um tanto ridículas...”

 

A fim de sustentar a família ela começa a escrever crônica, criticas literárias e outros artigos no jornal O paiz, com o pseudônimo de Júlio de Castro, para uma coluna em francês ela escrevia como Celia Marcia, sob o pseudônimo Leonel Sampaio ela escreveu também para os jornais do Maranhão, Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro e também escreveu como Mario Villar ela escreveu dois contos curtos, mas o pseudônimo mais conhecido foi Carmem Dolores.

 Entre os tópicos defendidas por Carmem Dolores estava a reforma educacional, o acesso a educação mais ampla para as mulheres, não apenas para ser tornarem esposas e mães, mas também para se tornarem independentes de seus maridos, também defendia a ideia de salários igualitários entre homens e mulheres, ela também tenta desmistificar a maternidade, fala sobre o direito ao divórcio, e pregava a separação entre igreja e estado e o casamento civil.

Carmem Dolores escreve sua última coluna no jornal o pai, dois dias antes de sua morte, algumas pessoas dizem que ela morreu de exaustão, devido a sua grande produção literaruia. 

Ela e Julia Lopes de almeida eram amigas e após seu falecimento Julia escreve uma crônica dedicada a Carmem Dolores.

 Suas obras foram bem recebidas em seu tempo e recebeu muitas críticas positivas e também negativas principalmente por parte de igreja. Frei Pedro Sinzig, na obra Através do romances, afirma que o livro a luta é imoral e que ......


Sobre o enredo

A luta foi publicada postumamente em 1911, e se trata do conflito de uma das personagens que é Celina, filha de uma suposta viúva. D. Adozinda, porque no livro há um mistério sobre essa viuvez, que pode ser que ela seja divorciada, o que era um tabu na época, ela é dona de uma pensão onde vivem muitos homens solteiros o que também não e bem visto pela sociedade.

Além disso D. Adozinda é uma mulher sedutora e sensual, Celina tem duas irmãs Olga e Julieta, que são descritas como duas coquetes. Alfredo, um estudante vai passar uns dias com a mãe na pensão, se apaixona por Celina, mas a mãe D. Margarida uma beata, é contra o casamento, mas mesmo assim acaba cedendo ao desejo do filho e o casamento acontece, mas o casamento torna uma decepção, logo no primeiro dia de casamento na descrição da lua de mel dos dois, Alfredo se mostra se mostrar um homem sem opinião, dominado pela mãe,  Celina se vê presa nesse casamento, sem luxos, presa dentro de uma casa triste e tendo que cuidar dos filhos e sem amor, e tudo piora quando surge Gilberto um ex - namorado de Celina que agora está rico e começa a flertar com sua irmã Olga.

 

 

A luta mostra a luta interna de cada personagem, Alfredo que precisa reconquistar sua esposa, D. Margarida que tem que ceder para não perder o filho, Celina que tem uma decisão pra tomar entre ser casada e ser livre, D. Adozinda que vê nas filhas uma maneira de se sustentar. A principal luta mostrada no livro é o confronto entre D. Adozinda e D. Margarida, que representando o embate entre a mudança e a tradição, dois núcleos familiares que representam valores, princípios e expectativas, vistos como opostos.  

E esse embate se dá entre duas mulheres, maduras com interesses distintos e o poder de decisão, a decisão está nas mãos das mulheres, são elas que precisam escolher qual caminho seguir, o novo ou o velho.   

 

O livro também fala sobre o poder de escolha que as mulheres tinham a época, muitas não tinham como escolher pois não tinham estudo e nem oportunidades para poder sair daquele lugar, as oportunidades eram poucas e as criticas eram muitas. 

 

 

 

QUINCAS BORBA/ MACHADO DE ASSIS

QUINCAS BORBA 

            Machado de Assis

 


 Machado de Assis um dos mais conhecidos escritores brasileiros, nasceu no Rio de Janeiro em 1839 e falece em 1908.

Quincas Borba, foi escrito em 1891, livro que faz parte da fase realista de Machado de Assis, onde Machado tem uma visão mais crítica e psicológica sobre a sociedade e os personagens.

O livro se passa em Barbacena (MG) e no Flamengo (RJ). O personagem central é Rubião, amigo íntimo de Quincas Borba e seu cachorro que tem o mesmo nome do dono, Quincas Borba.

O narrador onisciente, também chamado de onipresente, é um tipo de narrador que conhece toda a história e os detalhes da trama. Além disso, ele tem conhecimento sobre seus personagens, desde sentimentos, emoções e pensamentos é o narrador que nos conduz através da história e nos mostra o caráter de cada personagem.

Dividido em 201 capítulos, curtos, é um romance com análise psicológica, que apresenta crítica social, e como não poderia faltar, contém ironia. O livro narra a ascensão social de Rubião após receber a herança do filósofo “Quincas Borba”, seu único amigo e criador da filosofia do Humanitismo. 




O que é a filosofia do humanitismo? 

É a teoria de que os fortes prevalecem aos mais fracos, e a vida é uma constante luta, teoria criada por Quincas borba.

SOBRE O LIVRO

Após a morte de Quincas Borba, Rubião se torna herdeiro do amigo que vem acompanhada do melhor amigo de Quincas Borba, seu cachorro, que recebeu o mesmo nome que o dono, Quincas Borba. O único requisito para Rubião receber essa herança é cuidar do cão, que vai ser seu único amigo de verdade durante todo o livro.

Após receber a herança, Rubião resolve se mudar para o Rio de Janeiro, durante a viagem de trem até o Rio de Janeiro, ele conhece o casal Sofia e Cristiano Palha, personagens interessados apenas na herança do rapaz, que de tão feliz que está por receber a herança já vai logo contando seus planos ao casal, que vê nele uma grande oportunidade de melhorar de vida e sair das dívidas.

Durante sua estadia no Rio de Janeiro, ele faz muitos amigos, a maioria interessada em seu dinheiro. Logo após chegar ao Rio de Janeiro se apaixona por Sofia que se torna uma obsessão e uma paixão não correspondida.

O livro narra as desventuras de Rubião que enlouquece gradualmente, e por ser um livro com análise psicológica, é possível acompanhar a loucura e a decadência do personagem, observando diretamente seus pensamentos é como se estivessemos dentro da sua cabeça.

Através do narrador observamos as entrigas ao seu redor de Rubião, o desinteresse por ele a medida que seu dinheiro vai acabando e sua saúde mental vai se agravando e ele se torna um incomodo para todos e é deixado de lado, o unico fiel a ele até o fim é Quincas Borba o cachorro. 

Rubião volta a Barbacena doente e sem dinheiro, onde passa seus ultimos dias. 

A MÃE DA SUA MÃE DA SUA MÃE E SUAS FILHAS / MARIA JOSÉ SILVEIRA

  A mãe da sua mãe e suas filhas Maria José Silveira   É uma obra da escritora brasileira Maria José Silveira nascida no dia 17 de julho d...